Há dias que não se explicam, vivem-se. Aquele domingo no Jamor foi um desses dias. A festa começou cedo, azul e grená. Famílias estendidas em mantas, crianças a correr entre bandeiras, o fumo das brasas a levantar com o aroma inconfundível das febras a assar. Picnics improvisados, ranchos de amigos, copos erguidos, risos e a esperança, quase infantil, de ver David a derrotar Golias. Dentro do estádio, a nossa bancada era um corpo com um só coração, que batia, cantava, gritava, sofria, agitava as bandeiras e nunca deixou de acreditar. Na tribuna, o meu coração batia no mesmo compasso. No campo estavam os nossos heróis, a jogar com alma e com raça. Tinham vindo para ganhar e deixaram isso muito claro logo ao minuto 4 da partida; ao minuto 113 a Taça de Portugal era nossa! INCRÍVEL! Que orgulho! O Torreense fez história. Viva o Torreense! Viva Torres Vedras!
Rita Sammer
12 de junho de 2026